Acervo Ricardo Ramos

O rapto de Sabino

O rapto de Sabino aborda uma situação que se tornou relativamente comum em uma cidade grande. Sabino, um esperto adolescente de apenas 12 anos, residente na cidade de São Paulo, é “retirado” do convívio de sua família por três sequestradores com a ajuda de Valdirene, empregada da casa. Orós, um nordestino que vem para a cidade de São Paulo em busca de melhores condições de vida, é o líder dos sequestradores. Ele e seus amigos, Marmota e Pilha-Fraca, pedem um resgate de 100 milhões de cruzeiros para devolver o garoto. Os pais de Sabino se desesperam e, após as negociações com os sequestradores, acabam levantando cerca de 40 milhões de cruzeiros com a ajuda de Oliveira, um amigo da família, que também aconselha os pais de Sabino a procurarem a polícia. Os sequestradores inicialmente recusam a quantia, mas acabam aceitando-a depois de descobrirem que os pais de Sabino não são tão ricos quanto pensavam. A polícia entra na jogada a pedido da família de Sabino e aconselha que os pais façam o pagamento para que, em seguida, ela possa entrar em ação e retomar o dinheiro pago. Liberto o garoto, após o pagamento, a polícia consegue uma boa descrição de Marmota e Pilha-Fraca, mas insuficiente de Orós e Valdirene. Pilha-Fraca é preso rondando um palacete nos Jardins. Interrogado e pressionado, conta o endereço da pensão onde Marmota está hospedado. Presos, o punguista Marmota e o arrombador Pilha-Fraca devolvem quase toda a parte do dinheiro que lhes coube na partilha do resgate. Recuperada parte do dinheiro, a polícia fica na expectativa de prender os outros dois sequestradores. Valdirene e Orós, porém, conseguem fugir com a outra metade da quantia paga e sonham em se estabelecer novamente no Nordeste, local de onde tinham partido. Ela, agora com seu verdadeiro nome, Das Dores, e ele, também com o seu verdadeiro nome, Ribamar, combinam abrir um bar com o nome Oceano Atlântico. Enquanto Das Dores e Ribamar fogem, Sabino retoma sua vida normal, feliz pela prisão de Marmota e Pilha-Fraca, mas sem rancor pelo casal fugitivo, até mesmo torcendo para que ambos se dêem bem na vida com o dinheiro conseguido.
Suas 91 páginas, compostas com tipos grandes de fácil visualização pelo leitor, divididas em 27 capítulos, são identificados apenas por números. Publicada pela Scipione em 1992, no mesmo ano da morte de Ricardo Ramos, O rapto de Sabino é a última de suas três narrativas produzidas explicitamente “para jovens”.

Referências Bibliográficas

RAMOS, Ricardo. O rapto de Sabino. São Paulo: Scipione, 1992. (novela)

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